Sábado, Fevereiro 28, 2004
CONSELHO MÉDICO
Anda doente? Com gripe? Dores nas costas?
Tenho a cura para todos os males...
Duvidam?
Hoje no Ponto G. Emini.
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Monica às 12:23 AM
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Quarta-feira, Fevereiro 25, 2004
MINHA QUERIDA TCHELA
Hoje é seu dia! Parabéns, não esqueci não...
Desejo a você, coisas assim, de Drummond:
Desejo a você
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você.
Minha forma de te homenagear foi roubada, dele e de você.
Veja aí sua "Eulália"...
Com todo o carinho e um grande beijo, menina...
Da Mônica.
EULÁLIA
Marcela Cálamo Vaz
Vivia muito sozinha. Raramente tinha com quem falar.
Um dia, começou a falar sozinha. Falava tudo que viesse a sua cabeça. No começo, falava baixo, quase um sussurro, um pensamento alto. Mas, foi acostumando-se com o som de sua voz e até gostando dele e passou a aumentar o volume aos poucos.
Ouvir a própria voz era melhor que o silêncio de sua solidão, mas foi cansando-se de não obter respostas às perguntas que fazia a si mesma. Decidiu, então, não só perguntar, mas também, responder. Não seria mais um monólogo, passaria a ser um diálogo consigo mesma. E assim fez.
Começou com diálogos curtos. Estranhava responder as suas próprias perguntas. Mas, assim como aconteceu com o volume de sua voz, os diálogos também foram ficando maiores e mais intensos. Muitas vezes, discutia consigo mesma, não aceitava as respostas e opiniões que recebia. Nessas horas, emburrava e fazia greve de silêncio que, por vezes, durava dias. E, então, quando já não agüentava mais seu silêncio, perdoava-se, voltando a dialogar consigo mesma, enchendo-se de alegria pela reconciliação.
Certa vez, num lugar qualquer, desses por onde ela costumava ir, foi confundida com outra pessoa.
Disseram-lhe: - Nossa! Mas você é igualzinha a ela!
Aquilo não lhe saiu mais da cabeça. Existia uma outra "ela". Precisava encontrá-la.
Como quem sai para uma missão da qual depende a vida, saiu em busca d'Ela. Já nem falava mais sozinha, pois tinha tantas perguntas a fazer às pessoas em seu caminho e tantas respostas a ouvir, que falar sozinha tinha perdido o sentido.
Tanto procurou que acabou por se cansar. Cansava-se fácil, mas dessa vez tinha ido além de seus limites.
Tentou, em vão, encontrar novamente a pessoa que a havia confundido, voltou várias vezes no mesmo lugar, mas, nada...nem um sinal ou pista que pudesse levá-la até Ela.
Desistiu.
Voltou a sua rotina. Voltou a seus diálogos solitários. Mas, sua voz, agora, já não tinha mais o mesmo encanto, a mesma graça. Aos poucos, o volume de sua voz foi diminuindo, até que se calou.
Foi então que aconteceu: um esbarrão, naquele mesmo local onde a haviam confundido. Entreolharam-se e no mesmo instante reconheceram-se. Lá estava Ela, como uma imagem num espelho. Tão igual, tão ela mesma, que ficou confusa. Ficaram confusas. Foi então, que num gesto simultâneo, abraçaram-se. A fusão foi imediata, não houve o que pudessem fazer. Deixaram de existir como Eu e Ela. Passaram a ser Uma.
Estavam completas, agora, e nunca mais precisariam falar sozinhas.
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Monica às 11:51 AM
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Sábado, Fevereiro 21, 2004
AFINIDADE
É claro que você tem afinidade com alguém.
Vamos até o Ponto Gemini, então?
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Monica às 9:42 AM
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Segunda-feira, Fevereiro 16, 2004
LIGIA, AO VIVO É MELHOR!!
Ligia é umas dessas mulheres inteligentes, independente, jornalista famosa, como famoso é o jornal para o qual ela escreve.
No tempo em que eu nem sonhava em saber como se ligava um computador, Ligia já era expert no assunto, tanto por exigência do trabalho como, penso eu, por gostar de unir o útil ao agradável.
Em suas andanças virtuais Ligia conheceu um alemão e começaram a se corresponder.
Logo estavam no ICQ e a coisa se desenrolava e esquentava cada dia mais.
- Vocês transam no ICQ? perguntei com os olhos arregalados.
- Lógico! respondeu ela.
Imediatamente me arrependi de ter feito a pergunta.
Fiquei vermelha de vergonha, roxa de curiosidade e lancei aquele olhar significativo de "prossiga".
Nessas horas me torno um ser monossilábico e Ligia estava adorando o som da própria voz e talvez querendo me chocar.
Não entendendo absolutamente nada de Internet, seria um prato cheio para as explicações dela.
Não me assusto com facilidade, apenas não entendia os tramites da coisa.
E lá foi Ligia...
- Primeiro você tem conhecer seu corpo. Gostar de tocar em si mesma.
- Hum... e você toca em si mesma com uma mão e tecla com a outra? perguntei-lhe.
- Não sua tonta! Você se toca, tecla, repete a função.
- Sei...
- Enquanto ele tecla dá tempo da gente fazer uma porção de coisas...
- Imaginei-me teclando com uma só mão e os erros acontecendo e a criatura do outro lado tendo ataques de riso.
- E na hora "H"? perguntei.
- É simples, você coloca mmmmmmmmmmmmmmmmmm e isso quer dizer que você está chegando lá.
- E o fulano?
- Ah, ele espera, depois vai.
- E esses mmmmmmmmmmmmm? Isso é código, praxe, todo mundo faz assim?
- Nãoooooo, eu inventei, cada um faz como quer!
Achei que Ligia andava muito carente...
E ela continuou dizendo que o alemão era o máximo e contou-me que em um dessas aventuras levou um tombo fenomenal.
Sua sala de "trabalho" é equipadíssima, afinal, trabalho e lazer associados requerem um ambiente agradável.
Seu computador é um tufão, abajur lindíssimo, tapetes, velas, incensos e a cadeira é último tipo, giratória, anatômica...
Porém, a dita deve ser anatômica para o trabalho, pois na hora da diversão e agitação de minha amiga, a cadeira tombou para trás, Ligia caiu e rompeu os ligamentos do pé.
Apoiou-se no teclado e mmmmmmmmmmmmmmm apareceram em umas dez linhas consecutivas.
O que o inglês tem de insípido sexualmente, o alemão tem de tarado, generalizando, obviamente.
O alemão de Ligia não é exceção e enlouqueceu com o êxtase interminável e as tais letras e linhas...
Começou a persuadi-la a comprar uma webcam.
Queria ver mais de perto se o que andava "jantando" era realmente "comestível".
Um segundo pensamento mais malicioso acometeu minha mente.
O germânico senhor queria era ver a performance de Liginha.
Rapidamente ela respondeu que no Brasil não tinha isso não.
O homem não pensou duas vezes, mandou uma webcam da Alemanha e em uma semana a engenhoca estava instalada.
Ligia assustada com o presente, sentiu que com a câmera a coisa mudaria.
Ela não podia se apresentar na frente do rapaz sem estar magistralmente penteada, maquiada e lindamente vestida.
E teclava de lado, olhava para câmera de soslaio.
- Por quê? perguntei-lhe.
- Ora, vai me dizer que você nunca reparou que meu lado esquerdo me favorece muito mais?
- Não, respondi.
- Pois repare.
Não vi lá grande diferença, mas sou mulher e entendo essas doidices.
Diariamente Ligia ficava horas na frente do espelho e aquele teclar de "esguelha", olhares lânguidos laterais... nada mais era fácil.
Sessões de cabeleireiro, infindáveis.
Logo ela que vivia descabelada e de pijamas.
A coisa não durou quatro dias.
Lígia irritou-se, jogou a câmera no chão, pisou em cima e disse ao alemão que o cachorro comeu.
Voltou a teclar de pijaminha.
- Ligiaaaa, minha filha, manda esse alemão vir conhecer as praias, a paisagem e o charme da mulher brasileira... Mesmo desconhecendo esse admirável mundo novo dos seus "emes", uma coisa eu garanto: mmmmmmmmmmmmmm ao vivo é muito melhor.
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Monica às 2:09 PM
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Sábado, Fevereiro 14, 2004
Tchela, a adversidade pela qual você está passando hoje, neste momento talvez, te faz maior e mais forte.
Estou aí do seu lado, de mãos dadas.
ESSA CANA NÃO É FEITA NAS COXAS
E agora vamos tomar uma cana que não é, absolutamente, feita nas coxas, garanto!
Só que é lá no PONTO G.EMINI.
Vamos?
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Monica às 7:18 AM
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Terça-feira, Fevereiro 10, 2004
UM PRESENTE
O post de hoje, caro leitor, é completamente diferente de tudo que já postei aqui. Diferente, pois não sou a autora.
Foi-me enviado e dedicado pelo grande amigo e escritor MILTON RIBEIRO.
Obrigada, Milton, pela lembrança. Gostei muito e divido aqui com as pessoas que gostam de ler e de rir.
Divirtam-se, para quem não o conhece, saibam: ele escreve muito bem.
Um Novo Produto para Blogueiros
(Assunto de Interesse Geral, seja você blogueiro ou não).
A Blogger, recém adquirida pela Google, criou um novo método de nos avisar quando recebemos comentários em nossos blogs.
O produto avisa o blogueiro no momento exato em que chega um comentário.
É o Comment On Line by Blogger.
Trata-se de um pequeno receptor que é inserido sob nossa pele (Under Your Skin, diz a propaganda, que tem música de Cole Porter).
Quando chega um comentário, o receptor avisa o blogueiro através de uma leve descarga elétrica.
Isto na Versão Básica, pois na Versão Plus são oferecidos mais recursos.
Além de um exclusivo friso lateral no receptor subcutâneo, podemos configurar o equipamento para interpretar o conteúdo das mensagens.
Os primeiros testes foram realizados em Porto Alegre e revelaram-se um sucesso técnico.
Participei da equipe de testes e possuo um destes aparelhos fixado na axila.
No começo, tudo funcionou à perfeição, principalmente porque tínhamos um ciclo biológico semelhante.
Afinal, morávamos dentro do mesmo fuso horário e normalmente dormíamos e acordávamos aproximadamente juntos.
Toda a equipe recebeu a Versão Plus do Comment On Line by Blogger e, quando percebíamos um pequeno choque no sovaco, corríamos ao primeiro local info-incluído e abraçávamos o carinho do comentário elogioso.
Passamos a denominar este aviso de "choque poético".
Porém, quando o choque era mais forte e longo, íamos furibundos responder à discordância ou ofensa.
Tais descargas eram raras, pois os blogueiros costumam ser de natureza lhana.
Os problemas começaram quando os blogueiros portugueses, afetivos e educados mas com fuso horário diferenciado, começaram a nos acordar em circunstâncias extremamente matinais.
Isto nos impedia de completar nosso sono adequadamente; porém, como vários de nós são insones por natureza, só os de vida mais rotineira ficaram incomodados.
A crise só estourou quando um blogueiro de Goa começou a fazer repetidas visitações, sempre acompanhadas de comentários maldosos.
Com seu disparatado horário indiano e suas observações de hostilidade e violência inauditas, sempre escritas em um terrível português arrevesado, ele começou a torturar toda a equipe de testes.
A cada intervenção do homem de Goa, o aparelho que, lembro-lhes mais uma vez, está fixado sob minha axila, aplicava-me contudentes choques.
Creio que vocês possam imaginar o grau de perturbação a que cheguei.
Mas houve algo pior que fez tudo degringolar: foi o momento em que os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, também conhecidos como PALOPs, descobriram o projeto e começaram a nos dar choques em outros horários.
Nosso desespero chegou a tal ponto que, transtornados, muitos de nós perderam a elegância e passaram a atacar os africanos com frases racistas.
A combinação entre piadas de português e piadas de negros tornaram a experiência uma letal tour de force do politicamente incorreto.
Se acrescentarmos a isto nosso cansaço, vocês podem imaginar o desvario geral.
Apesar disto, a Blogger confirmou o lançamento do produto e espera que um grande percentual de blogueiros o adote.
Dois hospitais psiquiátricos o estão comercializando e instalando.
Os mesmos oferecem, no mesmo pacote, apoio médico baseado em Florais e Corais de Bach.
Mais detalhes em www.blogger.com.
Este texto é dedicado a Mônica , também conhecida por Crônicas Mônica ou mais simplesmente (simplesmente?) por /www.cronicasmonicacomica.blogger.com.br/ .
Um dia, caminhando pela rua, pensava na paixão pelos blogs e no tanto que eles haviam acrescentado a minha vida.
Pensei em alguns amigos e fixei-me na Mônica.
Naquele momento, por um destes caminhos vicinais que nossos pensamentos subitamente tomam, lembrei-me deste pequeno texto escrito com arte inferior, mas dentro do espírito galhofeiro de muitas coisas que a Mônica cria.
Resolvi então - apesar do mesmo ter sido escrito antes de a conhecer - que ele não me pertencia.
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Monica às 12:24 PM
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Sábado, Fevereiro 07, 2004
O VIRTUAL
Amigos virtuais?
Você tem e amores também?
Venha comigo, ver isso mais de perto
no PONTO G. EMINI.
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Monica às 12:27 AM
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Terça-feira, Fevereiro 03, 2004
VAI ENTENDER...
- Oi amor, tudo bem?
- Tudo.
- Vamos ao cinema? Depois tomamos um chope, uma pizza...
- Não estou a fim não, obrigada.
- Ora, por que?
- Sei lá.
- O que é que você tem?
- Nada, obrigada.
- Quer parar de ficar dizendo obrigada o tempo todo!
- Desculpe, não pensei que um agradecimento poderia ofender, não precisa gritar!
- Não estou gritando!
- Ah, não? Sei.
- Só te chamei pra pegarmos um cinema e você está aí, esquisita, monossilábica...
- Peço-lhe mil perdões se não está se divertindo. Aposto que há mil lugares onde você se divertiria muito mais!
- Pelo amor de Deus, berrou ele, o que foi que eu fiz?
- O que você faz ou deixa de fazer, não é absolutamente da minha conta.
- Pare de falar desse jeito, por favor!!
- De que jeito?
- Do jeito que está falando, que falou hoje quando liguei. Você parecia tão histérica que me deu medo de falar.
- Perdão! Como é que eu estava mesmo?
- Tá bom, desculpe. Retiro a expressão. É que às vezes você torra o saco!
- Nossa! Realmente não estou habituada com esse tipo de linguajar, eu pensei que fosse casada com um homem educado! Como a gente se engana nessa vida!
- Bom, já pedi desculpas, não quis ofender. Queria saber por que você parece magoada.
- Magoada? Que bobagem, o que você diz ou deixa de dizer, faz ou deixa de fazer, não me magoa, absolutamente. Só achei estranho esse seu palavreado. Por que eu estaria magoada?
- É o que gostaria de saber. O que foi que eu fiz? Do jeito que você me tratou ao telefone... fiquei preocupado o dia todo, mal consegui trabalhar.
- Puxa, me desculpe. Detestaria ser esse tipo de mulher que interfere no trabalho do marido, que liga de dez em dez minutos, sem a menor cerimônia. Muitas mulheres fazem, mas eu acho o fim. Não é muito agradável ficar aqui ouvindo que a gente atrapalha o trabalho do marido.
- Não foi isso que eu disse, porra! Você está louca! Vou ao cinema sozinho e tchau!
- Por que você não convida a Letícia?
- Que Letícia?
- Ah, ah! Agora não sabe o nomezinho dela! Ontem na festa vocês dois não pararam de se olhar e conversar, fiquei jogada num canto, com cara de idiota.
- Senhor! Se essa Letícia entrasse por esta porta e nem a reconheceria. Conversei com ela por pena, e você com aquele decote, era o centro das atenções.Aliás, ela é um estrupício!
- Vocês homens são todos iguais, paquerou a moça por pena, a culpa é do meu decote - ai espere - preciso rir! HAHAHAHA!
- Você acha então que eu trocaria uma mulher linda, inteligente, com senso de humor, por aquilo?
- Tem gente que acha a Letícia linda!
- Bom, minha querida, deve mesmo haver gosto pra tudo nesse mundo, mas linda é demais. O nariz é horroroso, os dentes encavalados, e é o auge da falta de graça, não tem o menor charme, coisa que em você sobra!
- Você acha mesmo?
- Claro! Olhe seu corpo, seu nariz bem feito, seus olhos... que olhos!
- Cê acha?
- O quê? Todo mundo comenta, meus amigos vivem dizendo da sorte que tive ao encontrar você.
- Ah! Pára!
- Você continua idêntica, como no dia em que nos conhecemos!
- Ah! Páraaaaaa!
- Você me deixa louco!
- Páraaa, péra, deixa eu tirar esse colar enorme, cheio de pedras, pode te machu ........
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Monica às 1:36 PM
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