Terça-feira, Fevereiro 22, 2005



MARINA



"Marina, morena Marina você se pintou....
Marina você faça tudo, mas faça o favor.
Não pinte este rosto..."

Até porque Marina não precisa de pintura
Sua pele é linda!

Marina é uma amiga, melhor, uma coleguinha de classe. Estudamos juntas, rimos juntas, temos a mesma idade, vamos à aula de mini-saia e mãos dadas e somos avós.

Às vezes damos "foras" juntas também, mas o último dela foi fantástico.

De aniversário mandei-lhe um CD de Laura Fygi. Marina adorou!!!
No dia seguinte, em plena aula, perguntei se havia gostado, ela responde:
- Olha Mô, ela canta muito bem, tem uma pronúncia incrível, parece fina, tão bonita...
Diga-me como é que uma cantora internacional tem a coragem de dizer esta frase musical:
- Qual? respondi confusa.
- Don´t make my brown ASS blue. Que mau gosto!!

Desatei a rir, Marina tem um ótimo nível de inglês... Como estava entendendo isto?
Coisa de Virundum...

Brown ASS? Conheço brown NOSE, expressão horrível que americanos usam com a maior tranqüilidade, para chamar alguém de puxa-saco.

E turn a brown ASS into blue... Bom, nem a família real... nem com muita tinta.

Na verdade a letra da música é:
Don´t make my brown EYES blue. Não faça meu olhos castanhos tristes. Um "jeu des mots" que sei que Marina conhece. O blue aí é triste e não azul, sabemos disso. Entretanto, como eu, as vezes, é um tanto desligada.


Rimos disso. Em seguida ela viajou. Viagem longa, pois foi parar na China, vejam só.
E em chinês, mandou fazer meu nome e o significado.
Papel primoroso, letras que são verdadeiras obras de arte e eu adorei a lembrança.
Então Mônica em chinês é escrito como está acima e o significado não é menos importante. Mas adorei as palavras escritas no cartão: "Rodei meio mundo e descobri que seu nome não perde o charme mesmo que traduzido".

Obrigada Marina... eu já deveria ter registrado isso antes.

Beijão

PS: Não se avexe, pois ontem ouvi de uma pessoa próxima, a quem considero inteligente e culta, a seguinte versão da música de Jorge Benjor: "Salve Jorge, salve Jorge... Jorge é de capa grossa*"...



ORAÇÃO A SÃO JORGE
Festa: 23 de abril. Comemora-se todo dia 23.


São Jorge nasceu na *Capadócia no ano de 280. No final do século III, o cristão Jorge trocou a Capadócia, na Turquia, pela Palestina, vindo a ingressar no exército de Diocleciano. Jorge logo se destacou, sendo elevado a conde e depois a tribuno militar. Tudo ia bem, até que as perseguições aos seguidores de Cristo reiniciaram. O rapaz não quis negar sua fé, fazendo com que Diocleciano se sentisse traído. O imperador, então, condenou-o às mais terríveis torturas. E Jorge consegiu vencer a todas elas. Suportando uma dor atrás da outra, o filho da Capadócia suportou as lanças dos soldados, permaneceu firme sob o peso de uma imensa pedra, obteve a cicatrização imediata das navalhadas que recebeu e resistiu ao calor de uma fornalha de cal. A cada vitória sobre as torturas, Jorge ia convertendo mais e mais soldados. O imperador, contrariado, chamou um mago para acabar com a força de Jorge. O santo tomou duas poções e, mesmo assim, manteve-se firme e vivo. O feiticeiro juntou-se à lista dos convertidos, assim como a própria esposa do imperador. Estas duas últimas "traições" levaram Diocleciano a mandar degolar o ex-soldado em 23 de abril de 303. Conta-se ainda que o bravo militar matou um dragão para salvar a filha do rei de Selena e todos os habitantes desta cidade Líbia. Lenda ou realidade, o fato é que São Jorge nos lembra que todos nós temos algum desafio a vencer nesta vida, seja o nosso orgulho, o nosso egoísmo ou mesmo problemas que nos afetam no dia-a-dia. Como ele, devemos permanecer fortes e corajosos, independentes dos desafios que a vida nos traga. Assim, como Jorge, havemos de vencer.



Sábado, Fevereiro 12, 2005



AMOR




O ser humano depois de alguma idade ou se torna amargurado, aquela pessoa que reclama de tudo, ou se torna um sábio, se tiver olhos de ver, se souber sentir.

A vida tem me ensinado que a alegria está nas pequenas coisas, mas onde procurar a fonte da alegria?

Em lugar algum, dentro da gente mesmo. É só aprender que amar é muito melhor do que ser amado.

Dar é infinitamente melhor que receber.

Dinheiro e poder são nada, ou muito pouco. Vi gente com dinheiro, poder e muito infelizes.

Beleza é coisa de mínima importância, tão efêmera que é. Quantas pessoas lindas conhecemos e ainda assim tão tristes. A beleza pode inclusive atrapalhar.

E a saúde? Cada um tem a saúde que sente. Vi gente doente cheia de vontade de viver e saudáveis amargos, com medo de sofrer pela falta dela, antecipando assim o sentimento.

Não tenho a receita do "ser feliz", da felicidade. Aliás, vivo em busca dela, mas uma coisa sei: A felicidade está no amor.

Quem sabe amar é feliz...

Amar não é possuir, não é desejar, não é cobrar, nem idealizar alguém sem defeitos.

É o desejo que alcançou a sabedoria.

Que não quer possuir.

O amor... só quer amar...


Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005



A BAILARINA


Imagem


São tantas emoções (cruzes, o Rei)...
Mas foram muitas mesmo.
Um neto no colo, amigos queridos de todas as partes trazendo e emanando uma energia bonita, muito carinho, muitas presenças, muitos presentes, e-mails, cartões, visitas.

Lindíssimo o poema oferecido pelo meu querido Ery, que descaradamente roubei e está no post anterior.

Amei o post da queridíssima Helô, onde Raquel de Queiroz chama as avós de mulheres sedutoras. Concordo com ela.
Helô, querida, vou ensinar esse menino a dizer: "Só gosto da vovó". Ahhhhhhh, se vou!!
Egoísta? Eu?
Ou assim: "Papai é chato, mamãe é chata e quero a vovó" (claro que a vovó materna... vou arrumar um código... vou pensar).

Teca, obrigada por suas palavras, gosto de você "por demais".

Depois de tanta emoção e carinho, tantos amigos e palavras, ainda fui convidada pela linda Cathy, minha amiga bailarina, para escrever no Bailar das Letras II.
Adorável escreveu também, pasmem! Só posso dizer que ela deve gostar muito da Cathy (aliás, quem não gosta?). Sim, porque Adorável não é mulher de desperdiçar nem tempo, nem letras. E lá está. Bonitinha que só!
E estamos nós.
Uma não podia ver o post da outra. A única exigência: o texto teria de começar com: "Era uma vez"... "Once upon a time".
Agora seria minha vez de aceitar com orgulho o convite da Cathy e a assim poder prestar uma singelíssima homenagem.

Vão lá, andem, vão ler pelo menos a Adorável. Ela quase nunca escreve assim... como direi... de próprio punho.

Cathy, minha amiga bailarina, adoro você! Obrigada pelo convite, aceito em época tão agitada.

A imagem aqui é de uma bailarina de Demetre Chiparus (1886-1947).
A escultura vibrante de Chiparus lembra minha infância.
Ele esculpia com enorme criatividade e vivacidade, no espírito totalmente Art Deco. Suas esculturas, sempre evocando o ballet, me levaram a pensar não só em mim, que já fui bailarina, como na Cathy que ainda é.
Uma vez bailarina, para sempre bailarina...

PS. Gostaria de agradecer à Gazeta do Blogueiro a carinhosa menção.
Obrigada a todos vocês, amigos.


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