BILLY ELLIOT
Quem assistiu ao
filme do menino que mora em uma cidadezinha ao norte da Inglaterra e que troca as luvas de boxe pelas sapatilhas de balé clássico e ainda enfrenta o preconceito da família e a fúria de um pai, mineiro de carvão?
O
filme, aclamado na Inglaterra, tornou-se peça de teatro em Londres, no Victoria Palace Theatre, tem duração de três horas e o expectador sente que apenas uma hora se passou, tão encantadora ela é.
O pai, um pugilista frustrado, obriga Billy a lutar boxe, mas durante os treinos, o menino assiste a uma aula de balé e se encanta pela dança.
Faz as aulas escondido do pai e do irmão mais velho, dois mineiros que lutam para colocar dinheiro em casa e enfrentam a maior greve da história do Reino Unido.
O garoto não quer brigar... quer dançar!
Cai nas graças da professora de balé e torna-se seu "protégé".
Ela enxerga longe o talento do garoto de treze anos. Concentra-se nele e ele se esforça. Dedica-se integralmente a essa luta, que só os grandes bailarinos conhecem. Luta bravamente por um sonho, enfrenta todas as adversidades e triunfa.
No teatro, durante a peça, ouvimos risos, sentimos as lágrimas. Ela esquenta o coração mais cético.
Esta história original capturou os corações e as mentes do mundo quando o filme foi liberado em outubro 2.000 e nomeado para três Oscar's.
Pois a peça é melhor!
Elton John identificou-se enormemente na avant- première.
Muito pobre na infância, Sir Elton John lutou muito por uma bolsa de estudos, na Royal Academy of Music. Conseguiu. E hoje, além de ter aquela famosa coleção de óculos peculiares, é um dos cantores e compositores mais amados da Inglaterra.
Sir Elton faz uma parceria inacreditável com as letras de Lee Hall.
E disse ter sentido um grande orgulho com o que Lee Hall e ele próprio fizeram nas composições, para a incrível trilha sonora.
Coloca que o espetáculo mostra o poder da arte.
Esta, que é inspiradora, transforma vidas. Faz com que possamos olhar o mundo de forma melhor e nos transporta para lugares longínquos, com os quais nunca sonhamos.
"And then a fell a chance, like a fire deep inside
Something busting me wide open,
Impossible to hide
And suddenly I am flying, flying like a bird, like electricity
Electricity, Sparks Inside of me,
And I am free, I am free"
(Electricity from Billy Elliot The Musical, Elton John - words Lee Hall)
É emocionante a voz de anjo de James Lomas (o Billy), bem como o "pas de deux" que ele executa, com nada mais, nada menos que
uma cadeira.
Tocante é a luta da professora para conseguir uma apresentação em Londres, na Royal Ballet Academy.
A música não funciona. Billy dança com pouca técnica, mas coloca o coração e a alma. Olha para cima, como se pedisse a ajuda de algum pássaro para que este lhe ensinasse a voar...
E quando a banca examinadora pergunta o por quê do menino desejar se entregar ao balé, a resposta aparece:
"I can't really explain it, I haven't got the words
It's a feeling that you can't control
I suppose it is like forgetting, losing who you are
And at the same time makes you whole."
Com estas palavras e um olhar sonhador, Billy Elliot é aceito na Royal Academy...
E ele voa!
PS - Se o Musical Billy Elliot quer dizer alguma coisa, diz: "Todos somos capazes de fazer, de nós e de nossas vidas, algo bom e expressivo. Mesmo não sendo bailarinos, podemos encontrar momentos de felicidade e prazer, criatividade e profundidade, não importa qual seja a adversidade, a circunstância.
Temos uma obrigação conosco e com as gerações futuras. A obrigação de lutar, de sair do lugar comum, de sermos bem sucedidos, de procurar algum talento dentro de nós mesmos, de olharmos para o céu, pedirmos a ajuda de um pássaro... e simplesmente
VOAR"!
por
Monica às 10:28 AM
Comentários:
ATÉ LOGUINHO
Em tempos assim bicudos, como os de hoje, só passeando um pouco.
Vou zanzar por aí, mas volto logo.
Não se matem de saudades...
Fiquem com as palavras de
Dorothy Parker; elas podem ser úteis...
RÉSUMÉ
Dorothy Parker
Razors pain you;
Rivers are damp;
Acids stain you;
And drugs cause cramp;
Guns aren't lawful;
Nooses give;
Gas smells awful;
You might as well live.
Lâminas machucam;
Rios molham;
Ácidos mancham;
E drogas paralisam.
Armas são ilegais;
Nós podem ceder;
E como fede o gás;
É melhor viver.
por
Monica às 2:06 PM
Comentários: